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    Dia Cultural: Adeus ao cineasta Nelson Pereira dos Santos

    Postada em 27 de abril de 2018 as 09:22
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    Morreu no último dia 21, no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, o diretor de cinema Nelson Pereira dos Santos, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da cidade.
    A notícia foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual o cineasta era membro desde 2006, ocupando a cadeira sete. O corpo do diretor foi velado na sede da ABL, no centro do Rio.
    Nascido em São Paulo, em 22 de outubro de 1928, Nelson Pereira dos Santos era bacharel em direito, formado  pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de diretor, foi produtor, roteirista, montador e ator.
    O cinema de Nelson Pereira dos Santos é o marco do cinema moderno no Brasil que influenciará toda uma geração de cineastas e a origem do cinema novo. Amante da literatura brasileira, cria em seus filmes um diálogo entre a realidade e ficção que estará presente em toda a sua obra. Com a influência do neorrealismo e da leitura de Jorge Amado em seus primeiros filmes, Nelson roda na rua e coloca na tela um Brasil da gente do povo, revelando um país não só de desigualdades, mas de uma imensa riqueza cultural.
    Fazem parte de sua filmografia: Rio 40 Graus, Vidas Secas, O Amuleto de Ogum, Casa Grande e Senzala, Como Era Gostoso o Meu Francês, Tenda dos Milagres e Jubiabá
    Dois importantes livros sobre a trajetória do cineasta foram lançados: “Nelson Pereira dos Santos – o sonho possível do cinema brasileiro” (1987), de Helena Salem, e “Meu compadre cinema – Sonhos, saudades e, sucessos de Nelson Pereira dos Santos” (2005), de Rodrigo Fonseca.
    Aqui, o leitor pode ver a versão restaurada de Jubiabá, baseado em obra de Jorge Amado.

    Texto e pesquisa de Marko Ajdaric.
    https://www.facebook.com/marko.ajdaric.79

    Material exclusivo do Sindicato dos Médicos da Bahia. Não se autorizam cópias, no todo ou em parte.



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