ALBERT SABIN: NEGOCIAÇÃO DÁ INÍCIO SEM PERSPECTIVA E MÉDICOS MANTÉM GREVE

Postada em 18 de abril de 2016 as 22:14
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Os médicos da maternidade Albert Sabin, o presidente e o diretor de Comunicação do Sindimed, Francisco Magalhães e Gil Freire, estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (18) na Superintendência de Atenção Integrada à Saúde (Sais), com gestores da unidade e o superintendente José Raimundo Mota, para iniciarem as negociações a respeito das reivindicações dos médicos, em greve desde a última sexta-feira, dia 15. O secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas não compareceu à mesa.
 
Durante o encontro, os médicos relataram as dificuldades enfrentadas diariamente na maternidade  confirmadas, inclusive, pelos gestores, como sobrecarga de trabalho, falta de leitos, deficiência de segurança, atrasos salariais. Afirmaram que estas dificuldades têm provocado evasão de profissionais e desfalcando ainda mais as equipes. Exigiram ainda a presença de quatro plantonistas por dia – hoje há plantões que têm apenas dois obstetras nas equipes, e ressaltaram que a classificação de risco só funciona de segunda a sexta.
 
O superintendente José Raimundo Mota não atendeu a expectativa do movimento, que era de que neste encontro já fossem equacionadas as soluções, mesmo que não imediatas. Na sua fala, Mota reconheceu as dificuldades, mas alegou falta absoluta de recursos financeiros e não vê perspectiva de solução a curto e médio prazos. O superintendente prometeu empregar esforços para que os atrasos salariais não se repitam, colocando como prioridade para o governo.
 
Mobilização fortalecida
 
A pauta de reivindicações do movimento tem como predominância itens relacionados a condições de trabalho, mas exige, também, o pagamento de salários atrasados e contratação pela CLT. Confira a pauta na íntegra, aqui.
 
Assim, conforme deliberado, os médicos obstetras, apoiados pela solidariedade dos anestesistas e neonatologistas, estão atendendo apenas os casos de emergência, além do acompanhamento regular das pacientes já internadas. A própria população, alertada pelo Sindimed, através de matérias veiculadas em rádios, carros de som, faixas e panfletos, tem colaborado com o sucesso do movimento, reduzindo a procura por atendimento.
 


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