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    Associação Bahiana de Cirurgia Pediátrica esclarece dilema da contratação

    Postada em 18 de abril de 2018 as 20:03
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    Publicamos, abaixo, a nota oficial da Associação Bahiana de Cirurgia Pediátrica sobre o dilema que decorre da proposta de contratação da Sesab.

    NOTA DA ASSOCIAÇÃO BAHIANA DE CIRURGIA PEDIÁTRICA – CIPE BAHIA

    A CIPE BA vem a publico esclarecer aos médicos baianos e a toda sociedade baiana que as notas publicadas na imprensa pela Sesab,
    em referência ao Novo Núcleo de Cirurgiões Pediátricos da Bahia Sociedade Simples, composta por 20 cirurgiões pediátricos baianos, que se recusaram assinar contrato no valor global de R$ 4,1 milhões por 180 dias de trabalho; e que mesmo com salários superiores a 34 mil reais os cirurgiões pediátricos da Bahia desistiram de prestar serviços para o estado, tem algumas incongruências.
    A Bahia tem 417 municípios e 58 cirurgiões pediátricos sendo que 55 na ativa. Apenas 5 municipios do interior baiano têm cirurgiões pediátricos com 9 cirurgiões pediátricos distribuídos nestes municípios, nem sempre atuando plenamente por falta de recursos técnicos das unidades de saúde. Destes 55 cirurgiões pediátricos apenas 7 são estatutários, isto é, funcionários públicos do estado, sendo que 6 atuam em Salvador.
    Há mais de 1 ano que os cirurgiões pediátricos da Bahia, veem prestando serviços a Sesab de forma precarizada, sem contrato, recebendo por indenização e com atrasos de 3 a 4 meses.
    O contrato emergencial de 4,1 milhões para 180 dias de prestação de serviços, ao qual a Sesab se refere, vale a pena ressaltar que será para prestação de serviços em 2 unidades hospitalares de grande porte com UTI neonatal, UTI pediatrica e emergência pediátrica, as quais são referência para todos os 417 municípios da Bahia; mas 3 outras unidades hospitalares e mais 5 maternidades.
    Sendo assim, apenas 20 cirurgiões pediátricos sócios do Novo Núcleo não serão capazes de cobrir toda a demanda da cirurgia pediatrica na Bahia, o que será necessário que esta empresa contrate outros profissionais para compor a frente de trabalho.
    Em fim, seria impossível dizer que um cirurgião pediátrico recusou trabalhar por 34 mil reais mensais, já que a própria Sesab nas suas publicações não especifica quantos cirurgiões pediátricos seriam necessários para cobrir as escalas destes hospitais, nem tão pouco a carga tributária referente a este contrato. Alem disso, é surreal a Sesab afirmar que estaria contratando cirurgiões pediátricos pagando 34 mil reais mensais, quando paga a seus médicos estatutários salários de 5.572,20 reais.
    O atividade dos cirurgiões pediátricos é fundamental na assistência dos pacientes pediátricos com quadro cirúrgico. A CIPE BAHIA espera que a Sesab reavalie o número real de cirurgiões pediátricos necessários para o atendimento ético e digno as urgências e emergências cirúrgicas: neonatais e pediátricas; e defende que haja entendimento entre as partes a fim de garantir a assistência adequada às crianças da Bahia.

    Salvador, 17 de abril de 1987

    Associação Bahiana de Cirurgia Pediátrica

     

    O assunto vem ganhando repercussão na mídia, dada a importância que tem para o conjunto da sociedade. Clique AQUI e leia matéria publicada num dos sites de notícias de Salvador.



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