Carta aberta à imprensa

Postada em 22 de julho de 2020 as 08:21
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Vitória da Conquista, 25 de maio de 2020

Utilizamos o presente instrumento de comunicação para informar à sociedade sobre a
situação grave em que os serviços de saúde da região sudoeste se encontram após a
centralização da regulação de leitos na capital do Estado.

Desde que a regulação regional de leitos (com sede em Vitória da Conquista) encerrou
suas atividades, no início do mês de maio, os hospitais regionais e seus respectivos médicos
plantonistas do sudoeste baiano, estão enfrentando dificuldades para transferir seus
pacientes dos hospitais de baixa complexidade para os hospitais de maior porte.

A Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), comandada pelo médico Dr. Fábio Vilas-Boas
realizou a centralização da regulação de leitos do Estado em Salvador oficialmente em 06 de
maio do corrente ano. Desde então as dificuldades enfrentadas pelos médicos plantonistas
são continuas, pois além de atenderem casos clínicos de diversas natureza, muitas vezes
sobrecarregados pela quantidade de pacientes, agora estão com problemas para
encaminharem os pacientes que necessitem de maiores cuidados.

O sistema de regulação anterior possuia sede regional em Vitória da Conquista e era
operado por médicos reguladores que conheciam a realidade da região sudoeste. Dessa
forma, realizavam a análise dos casos que solicitavam transferência e as autorizavam para os
hospitais mais adequados ao tratamento do paciente, além da discussão clínica sobre os casos
e auxílio aos médicos plantonistas das cidades menores, o que resultava em tranferência dos
casos mais graves e menor risco aos pacientes.

Após a centralização em Salvador, as regulações de casos mais graves vem enfrentando
vários problemas, entre eles a morosidade para autorização de transferência, a dificuldade
para contactar diretamente a Central via telefone, a falta de contato direto com os médicos
reguladores e o desconhecimento da rede hospitalar regional por parte dos reguladores, que
autorizam transferências para hospitais diversos, utilizando apenas o critério de
disponibilidade de vaga.

A consequência da centralização da regulação de leitos de um Estado tão grande como
a Bahia, é a desorganização e retrocesso na forma de transferir os pacientes e isso fatalmente
resulta em agravamento dos casos, piora dos prognósticos, atraso nos tratamentos e em
último caso, no óbito de pacientes tratáveis.

O objetivo dessa carta é tornar público esse problema que nós, médicos plantonistas,
estamos enfrentando, além de cobrar do Governo Estadual uma solução urgente desse
imbróglio, que está afetando inúmeros pacientes da região sudoeste da Bahia.

Atenciosamente
Médicos plantonistas da região sudoeste da Bahia



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