Condições precárias de trabalho e calote em Madre de Deus

Postada em 11 de agosto de 2020 as 12:54
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Falta de EPI, redução do quadro de pessoal, ausência de remuneração durante afastamentos e falta de pagamento dos meses de abril, maio e parte de junho são as principais denúncias feitas pelos médicos que atuam na estrutura de saúde de Madre de Deus, durante a visita que a presidente do Sindimed-BA, Dra. Ana Rita de Luna, fez ao município, no dia 31 de julho.
O centro dedicado ao atendimento de Covid, na cidade, funciona em instalação adaptada no que era antes um ambulatório. Os protocolos de proteção para pacientes e profissionais, entretanto, são satisfatórios. Segundo registros, a unidade realiza entre oito e 12 atendimentos por dia. Os pacientes são triados, sendo os mais graves encaminhados ao hospital, que fica ao lado.
O centro dedicado, onde atuavam três plantonistas, conta hoje com apenas um médico de plantão, que é terceirizado com vinculo PJ, através da empresa S3. A empresa anterior – Igest -, saiu sem pagar os meses de abril e maio. Na época ocorreu a cassação do prefeito. Agravou-se então a fama de mau pagador que o município tem desde a antiga gestão da APMI.
A atual empresa, que vinha pagando regularmente por quinzena, agora já anuncia que a partir deste mês de agosto os pagamentos não ocorrerão mais dentro do mês, podendo chegar a 60 dias após a prestação dos serviços. Os médicos judicializaram as pendências para receber os meses de abril e maio.
Redução de médicos no Hospital Municipal
Ficou claro, durante a inspeção do Sindicato, que a empresa S3, que terceiriza a mão de obra médica na cidade, vem reduzindo o quadro de profissionais. Eram dois clínicos por plantão, agora é só um. Pediatra também é apenas um e ortopedista foi retirado da noite. Agora só durante o dia. O quadro conta ainda com um cirurgião anestesista e um obstetra, mas na sexta o atendimento obstétrico não é realizado por falta de profissional.
Os médicos do hospital enfrentam o mesmo problema do calote dos meses de abril e maio. Eles reclamam, ainda da precariedade de EPIs. Faltam máscaras e o faceshield têm que levar de casa. Mesmo sendo observado o afastamento protocolar entre os pacientes na sala de espera, a irregularidade no fornecimento das máscaras aumenta os riscos para os profissionais.
Outro problema grave relatado à presidente do Sindicato foi sobre colegas afastados por Covid que não tiveram os plantões pagos. “É intolerável que o médico, que arrisca sua vida na linha de frente, não tenha direito de ficar doente”, criticou a Dra. Ana Rita. Ela relata ainda que observou várias UPAs fechadas no município.



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