Em visita ao Sindimed, presidente da Fenam critica política de desmonte da saúde pública

Postada em 3 de outubro de 2017 as 19:16
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Tendo Salvador como ponto de partida de sua agenda de visitas a várias capitais brasileiras, o presidente da Fenam, Jorge Darze, esteve nesta terça-feira (03) no Sindimed, onde conversou com o presidente Francisco Magalhães e o diretor de Imprensa, Gil Freire. Empossado na federação em 1º de julho, Darze ouviu de Francisco Magalhães várias informações sobre as lutas encampadas na Bahia. Dentre vários desafios da classe médica estão os recorrentes calotes e atrasos salariais promovidos pelas empresas terceirizadas de saúde. O Sindimed também vem se empenhando, dentre outras lutas, em favor da valorização da carreira do servidor público e dos profissionais de medicina em geral, num cenário de precarização das relações de trabalho.

Darze iniciou em Salvador sua visitação a capitais brasileiras, sendo recebido por diretores do Sindimed

Darze (C) iniciou em Salvador sua visitação a capitais brasileiras, sendo recebido por dirigentes do Sindimed

Jorge Darze fez um breve resumo dos principais assuntos de sua pauta à frente da Fenam e também gravou uma entrevista que em breve estará veiculada nas redes sociais e na próxima edição da revista Luta Médica, de nº 35. Na entrevista, o médico abordou temas que estão na ordem do dia, como Reforma Trabalhista, a ideia de criação dos planos de saúde populares, os debates no Congresso Nacional sobre a carreira de Estado, a nova legislação dos planos de saúde, a proliferação das escolas de medicina e a decisão do STF sobre as Organizações Sociais (OSs).

Em todas as suas abordagens, ele deixa clara a insatisfação das entidades de defesa da categoria médica quanto à disposição oficial favorecer a privatização dos serviços de saúde em detrimento da gestão pública. É preocupante o fato de que a política de saúde no Brasil favorece um processo de desestruturação da saúde pública, quebrando seu caráter universal. Este processo vem sendo marcado, inclusive, por uma crescente tendência à utilização dos fundos públicos em benefício do setor filantrópico/privado.



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