Vitória da mobilização: exoneração de gestora traz alívio para médicos e funcionários da UPA Mãe Hilda

Postada em 16 de outubro de 2020 as 16:45
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Foi exonerada, a pedido, a Sra. Queila Alves Araujo, ex-gestora da UPA Mãe Hilda, no Curuzu, após várias denúncias feitas pelo Sindimed, que contou todo o tempo com o apoio e mediação do Cremeb.

A Presidente do Sindicato dos Médicos, Ana Rita de Luna, explica que “Recebemos, por parte dos médicos que trabalham lá, queixas de assédio moral e conduta irregular por parte da Sra. Queila, acompanhadas de robustas provas. Encaminhamos todo esse material para o Ministério Público Estadual, que está apurando dos fatos.”

Em vídeos que foram entregues ao Sindicato foi registrada uma conversa da Sra. Queila em que ela exercia pressão para que os médicos da Unidade, que tinham vínculo de emprego com a Fundação José Silveira por CLT, pedissem demissão e aceitassem ser recontratados na condição de sócios de uma pessoa jurídica, que deveria ser “ligada à gestão”. Também foram apresentadas denúncias de perseguição em que médicos, inclusive estatutários, foram designados para outros postos após discordar de decisões da Sra. Queila que, apesar de Coordenadora da Unidade, não era médica.

A pejotização e a precarização dos vínculos dos médicos com o Estado tem sido uma diretriz do Governo, que há 10 anos não faz concurso, e expandiu seus serviços de saúde contratando médicos através da pessoa jurídica da qual são sócios. Esse tratamento aviltante aos estatutários persiste quando não viabiliza a progressão no cargo, desde 2013, quando não paga URV, não reajusta salários e quando nega, àqueles que tem esse tipo de vínculo e integram o grupo de risco, o direito a serem realocados, caso estejam lotados em local que atenda paciente com COVID.

A gravidade das denúncias feitas pelos médicos da UPA Curuzu fez com que o Sindicato convocasse diversas assembleias, que contaram com a participação da presidente, Ana Rita de Luna e da diretora de assuntos jurídicos, Izabella Athayde, da presidente do CREMEB, Teresa Maltez e do representante do CFM, Júlio Braga. Nelas, os médicos presentes deliberaram por indicativo de greve e estado de assembleia permanente na UPA Curuzu. A SESAB reagiu com atos de clara perseguição política. Mas o grupo soube se manter unido e forte, o que possibilitou essa vitória.

Também visitas sucessivas do SINDIMED em conjunto com o CREMEB mostraram a precariedade das instalações da UPA do Curuzú.

No dia 05 de outubro o Sindimed, na presença da presidente e do diretor Dr. Gilvandro Almeida Rosa, voltou a protestar e denunciar o assédio e as más condições de trabalho no local, deixando claro o repúdio às práticas truculentas da gestão.

Independentemente da exoneração, a apuração dos fatos relatados pelo Sindicato terá seguimento junto ao MPE.

“Esse desfecho mostra que quando os médicos se unem na luta por assegurar seus direitos, todos ganham.”, enfatizou a Dra. Ana Rita de Luna.

 



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