Governo suspende cirurgias na Bahia

Postada em 8 de janeiro de 2021 as 09:32
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Lamentavelmente as cirurgias eletivas nos hospitais estaduais da Bahia estão suspensas. O anúncio, feito, esta semana, pelo próprio secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, é algo surpreendente, na medida em que vai de encontro aos princípios da saúde pública. Reforça ainda mais a falta de compromisso que este governo tem com a população.

A informação dada pelo secretário é ainda mais grave, ao afirmar que a medida é por tempo indeterminado. A justificativa da Sesab é de que todos os leitos e recursos devem estar direcionados para o atendimento de pacientes com coronavírus. Tal abordagem, entretanto é inaceitável porque numa rede hospitalar com a complexidade que é a da Bahia, a gestão da saúde pública não pode focar apenas um problema.

Além disso, nem todas as estruturas hospitalares estão adequadas para o atendimento à Covid, seja em razão dos equipamentos, seja em função dos profissionais envolvidos. O Hospital Dia, por exemplo, não possui leitos de internamento, nem respiradores, atende boa parte da demanda do interior, teve zero registro de Covid em pacientes operados e reduziu a fila de cirurgias de dois anos para seis semanas. Qual a lógica para que deixe de fazer as eletivas?

Ao falar sobre o assunto para uma emissora de TV local, o secretário Vilas-Boas tentou minimizar a questão afirmando que a decisão foi adotada em outros estados, mas não entra em detalhes sobre em que condições isso ocorre nesses locais. Mais surpreendente ainda é ele afirmar que cirurgias que não são urgentes podem ser remarcadas. Primeiro porque o critério de remarcação deve ser prerrogativa do médico e, segundo, porque ao estabelecer o prazo indeterminado, sequer há como remarcar.

Mais uma vez, nos vem à memória a célebre frase: “pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.



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