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    Greve nas UPAs segue firme contra Reda da Prefeitura de Salvador

    Postada em 5 de fevereiro de 2018 as 22:41
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    Três UPAs de Salvador estão em greve, mas o motivo não é reajuste nem aumento de salário, a paralisação é para que a Prefeitura cancele edital que trará prejuízos aos médicos e à população.

    Ao contrário do que dizem os representantes da Prefeitura de Salvador, a greve dos médicos das UPAs do município segue firme. Apesar de a mobilização apontar claramente que o objetivo é a revogação do edital de contratação de novos profissionais via Reda (Regime de Direito Administrativo), os gestores sequer se dignam a discutir o assunto com a categoria.

    A paralisação, por melhores condições de trabalho, tem como foco principal o edital de contratação através de Reda, que propõe salário abaixo do que é praticado atualmente e várias distorções de função que sobrecarregam os médicos e podem vir a comprometer ainda mais a qualidade do atendimento à população. 

    A greve é por tempo indeterminado, até que a Prefeitura faça os ajustes necessários nos critérios de contratação. Mas é bom ressaltar que os atendimentos de urgência estão mantidos.

    A paralisação atinge inicialmente as UPAs Adroaldo Albergaria, em Periperi, Hélio Machado, em Itapuã e o Pronto Atendimento Rodrigo Argolo, em Tancredo Neves, que são as primeiras afetadas pelo Reda. Mas caso o edital aviltante não seja reformulado, a paralisação se estenderá, gradativamente, às demais UPAs do município.

    O edital foi publicado pela Prefeitura em dezembro e logo o Sindimed posicionou-se contrário a ele. No dia 25 de janeiro, através de ofício (veja aqui), o Sindicato comunicou que a falta de uma resposta acarretaria a greve, mas os gestores do município simplesmente ignoraram o assunto.

    Greve crescente

    Neste final de semana, em pleno domingo, o Sindimed esteve na UPA de Albergaria acompanhando a greve dos médicos. Os plantonistas denunciaram as ameaças que vêm recebendo por parte dos coordenadores e representante da Prefeitura para restabelecer o atendimento.

    É inaceitável essa atitude desrespeitosa diante de um movimento legítimo da categoria, que tem como objetivo o exercício profissional digno e do bom atendimento à população.

    Nesta segunda feira, os gestores chegaram a cortar a água da UPA de Albergaria para justificar perante a população que não haveria atendimento, ao invés de admitir que os atendimentos estão suspensos em função da greve.

     



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