Gripário de Valéria: gestora S3 recebeu repasse da prefeitura, mas mantém atraso salarial

Postada em 15 de dezembro de 2020 as 08:47
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No início de dezembro, o Sindimed-BA denunciou que estão sem receber salários os médicos que trabalharam em atendimento direto à Covid-19, no Gripário de Valéria (junto à Unidade de Pronto Atendimento-UPA), onde, após acumular atraso salarial de dois meses, a gestora S3 pagou setembro, mas não dá previsão sobre outubro e já caminha para acumular novembro, que precisa ser pago até o dia 20 de dezembro.

Ao cobrar da Prefeitura a pendência, o Sindicato foi informado que já foi feito um repasse da ordem de meio milhão de reais para a S3 – empresa terceirizada que faz a gestão da unidade -, o que torna a situação ainda mais grave, na medida em que os recursos para os salários estão de posse da S3.

Frequentemente o Sindimed-BA tem feito alertas sobre os prejuízos causados aos médicos por conta da terceirização da gestão. A intermediação de mão de obra, especialmente na área da saúde, é uma temeridade para toda a sociedade. Não há a adequada segurança de estabilidade da assistência quando os interesses empresariais se sobrepõem aos da população.

“Estamos exigindo respeito aos profissionais e à comunidade”, afirma a presidente do Sindimed-BA, Dra. Ana Rita de Luna, que complementa a queixa questionando como é possível que os médicos fiquem sem salários quando há previsão e alocação orçamentária. “Trabalho sem remuneração tem nome e já foi abolido, chama-se escravidão”, enfatiza a Dra. Ana.



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