Justiça: Sindimed evita calote em médicos de mutirão cirúrgico de Itabuna

Postada em 23 de novembro de 2017 as 19:29
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A Justiça do Trabalho de Itabuna determinou o pagamento dos médicos que em novembro e dezembro de 2016 participaram de um mutirão de cirurgias naquele município do sul baiano (distante cerca de 440 km de Salvador). Os profissionais vinham sofrendo calote há um ano, em meio a um verdadeiro ‘jogo de empurra’ entre a Santa Casa de Misericórdia e a Maternidade Esther Gomes (também chamada de Maternidade Mãe Pobre), administrada pela Fundação Fernando Gomes.

Audiência foi presidida pela juíza Carla Teresa Baltazar da Silveira Porto, no centro

Audiência foi presidida pela juíza Carla Teresa Baltazar da Silveira Porto, no centro

O presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, e a advogada do sindicato, Cláudia Bezerra, participaram da audiência realizada na 2ª Vara do Trabalho de Itabuna nesta quinta-feira (23), onde a Santa Casa admitiu, através de seu preposto, dever à Fundação Fernando Gomes R$ 102.323. Ao comentar a dificuldade dos gestores de assumir o compromisso com os médicos e os esforços do sindicato junto ao Ministério Público do Trabalho, além da judicialização do caso, Francisco Magalhães disse que os profissionais finalmente estão livres do calote, mas lamentou que este tipo de desrespeito seja sempre um ‘fantasma’ na vida dos médicos.

Pelo menos 255 cirurgias (de histerectomia e de hérnia) foram feitas no mutirão do final do ano passado em Itabuna, como apontam cópias do livro de registro do centro cirúrgico enviadas ao Sindimed. Os cirurgiões receberão em suas contas correntes valores correspondentes ao volume de trabalho desenvolvido no mutirão. Segundo um médico denunciante, o valor estabelecido para uma cirurgia de hérnia foi de R$ 250, enquanto para a histerectomia, R$ 450. Se um profissional fizesse, por exemplo, 10 cirurgias num dia (cinco de cada tipo), teria direito ao repasse de R$ 3.500.

Os profissionais envolvidos reconhecem que se não houvesse a intervenção do sindicato, eles muito dificilmente receberiam os valores a que têm direito. Mesmo sem a devida correção monetária destes últimos 12 meses, eles se disseram satisfeitos com esta vitória.



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