Médicos são impedidos de manifestação em defesa de empregos

Postada em 16 de abril de 2021 as 13:03
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Os médicos, nesta manhã de sexta-feira, foram impedidos de realizar uma manifestação que estava agendada para a área externa do Hospital Geral do Estado. O movimento pacífico foi amplamente divulgado, de forma transparente, com antecedência. A classe, ao chegar ao local, foi impedida de ter acesso, por seguranças. “Essa atitude mostra mais uma vez o desprezo e o desrespeito do governador em relação aos médicos da Bahia”, afirma a presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, Dra. Ana Rita de Luna.
A ação estava programada para as 9h30. “No carro do Sindimed, nós do Sindicato fomos abordados pelos seguranças do HGE, que após verificarem qual era a finalidade, disseram que tinham ordens de não nos deixar acessar a área externa, onde há o estacionamento”, relatou a dirigente. Policias militares também foram deslocados para o local.
O Sindimed-BA tem denunciado a atitude do Governo do Estado de, em plena pandemia, forçar médicos a saírem de seus vínculos de CLT, para aderirem a um contrato de pessoa jurídica (PJ), por credenciamento direto.
“Esse verdadeiro ataque de precarização, perpetrado pela Sesab, atinge um quadro de aproximadamente 800 postos de trabalho que, além dos direitos trabalhistas, perderão também receita, na medida em que serão forçados a arcar com despesas geradas pelas mudanças contratuais”, afirma a presidente do Sindimed-BA.
O estado da Bahia está, há mais de 11 anos, sem concurso para médicos O Sindicato, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e a Associação Bahiana de Medicina (ABM) emitiram carta aberta ao Governo da Bahia, na semana passada, reforçando a solicitação de que não ocorram demissões de médicos com vínculo CLT.
“A anunciada intenção de substituir a vinculação contratual pela modalidade de Pessoa Jurídica (PJ) é prejudicial não só aos médicos, mas à sociedade como um todo, na medida em que reduz direitos e precariza ainda mais os postos de trabalho, flertando com o risco de desassistência”, afirmam as entidades médicas da Bahia, através do documento.
O Sindicato, o Conselho e Associação de Medicina solicitaram a realização de audiência urgente com o governador Rui Costa. “O objetivo é demonstrar a inadiável agenda de pleitos que a classe precisa que seja ouvida, mas até o momento, não obtivemos retorno”, afirma a presidente do Sindimed.

 



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