Mobilização no 16º Centro de Saúde contra abusos da Pró-Saúde

Postada em 17 de julho de 2017 as 17:31
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Os médicos da 16º Centro de Saúde, da Prefeitura de Salvador, que integra o Complexo Médico do Pau Miúdo, estão denunciando os abusos da Pró-Saúde, empresa que intermedia a mão de obra na unidade. Em assembleia, no Sindimed, na noite de sexta-feira (14), os profissionais decidiram que não aceitam o aumento da carga horária mensal e estão comunicando ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a tentativa da Pró-Saúde de cobrar complementação indevida da jornada de trabalho.

A assembleia discutiu ainda as condições precárias em que os médicos trabalham, a exemplo da frequente falta de medicamentos básicos, materiais e equipamentos (como oxímetros, respiradores e monitores). Outro grave problema apontado foi que o laboratório de análises clínicas foi quarteirizado e fica fora das dependências da unidade, gerando prejudiciais e injustificáveis atrasos nos diagnósticos;

Foi constatado ainda que há uma constante e inaceitável interferência da direção da unidade nas condutas médicas, proibições de internações e negativas para determinadas medicações de maior custo, mesmo quando disponíveis na unidade, o que caracteriza a prática de assédio moral. Tudo isso, comprometendo a qualidade do atendimento aos pacientes.

Soma-se a essas dificuldades outros problemas, como as irregularidades no cálculo do adicional de insalubridade, contratações com vínculo PJ e os plantões médicos chefiados por profissionais de categorias diversas.

Uma pauta de reivindicações foi elaborada, no sentido de corrigir os problemas já mencionados, pleiteando ainda a contratação de todos os médicos pela CLT; readequação da estrutura da unidade, com a instalação de salas para procedimentos infectados (drenagens de abscesso) e de emergência (parada cardiorrespiratória); reimplantação do laboratório de análises clínicas, com funcionamento na própria sede da unidade, durante as 24 horas de cada plantão; respeito à escala de férias; possibilidade de substituições e troca de dias e horários de plantões entre os médicos; tolerância nos horários de chegada e saída de plantões, desde que garantida a assistência médica ininterrupta; chefia dos plantões por profissionais médicos.

A pauta sistematizada pelos médicos foi encaminhada à Pró-Saúde e à Prefeitura, com cópia para o Cremeb, ministérios públicos do Estado e do Trabalho (MPE e MPT). Uma nova assembleia, no próximo dia 28, às 19h30, no Sindimed vai avaliar o posicionamento dos gestores sobre os problemas levantados.



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