Movimento intitulado “médicos pela democracia” não tem legitimidade para falar em nome de todos os médicos do Brasil e da Bahia

Postada em 10 de outubro de 2018 as 14:12
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Muito se fala em DEMOCRACIA e parece que em diversas situações observamos pessoas usando esta bela palavra para finalidades diversas do seu original significado. Lembra‐nos Tomás de Aquino que quando a democracia (governo de muitos) é corrompida na sua essência esta vira DEMAGOGIA.

Em 2013, a classe médica foi duramente golpeada por um partido que impôs, sem discussão, um projeto nefasto de trazer pessoas para atuarem como médicos no Brasil sem que estes passassem pelo crivo de provas de revalidação de diploma sob o artifício retórico de ¨médicos intercambistas¨. Era o PROGRAMA MAIS MÉDICOS!

O então governo ofereceu a estes estrangeiros uma proposta de remuneração que jamais havia sido ofertada aos brasileiros usando como justificativa a necessidade de levar médicos nos mais longínquos rincões do Brasil.

Durante os governos Lula e Dilma vimos inúmeras ações concretas no sentido de desmontar as bases da boa medicina tais como:

  • Vetos ao PLS 268/2002 que regulamentaria a profissão médica ignorando os vários anos de audiências e discussões sobre esse importante
  • Desrespeito à lei 12.848/2013, o ato médico, autorizando atos privativos da atividade médica para outros profissionais não médicos.
  • Não cumprimento da EC que estabelece aplicação de 10% da receita bruta na saúde.
  • Redução da participação da União nos gastos com saúde em comparação com estado e municípios.

Também no período dos governos Lulo ‐ petista vimos outras medidas que vilipendiaram ainda mais a saúde por diversos estratagemas tais como redução de leitos no sistema único de saúde, congelamento de tabelas de honorários médicos no sistema público e da saúde complementar, abertura indiscriminada de faculdades médicas sem ampliação de parque hospitalar de referência para a formação prática dos graduandos.

Os médicos tiveram que enfrentar a propaganda de demonização do profissional brasileiro a ponto da então presidente Dilma Rousseff afirmar que os ¨ intercambistas¨ eram mais humanos que os nossos compatriotas pois aqueles ¨apalpavam os pacientes¨.

No pano de fundo deste cenário, havia uma cortina de fumaça para distrair a população da dura realidade que se avizinhava: recessão e inflação decorrente das equivocadas políticas públicas, corrupção revelada pela operação LAVA JATO que tinha como personagem central o ex‐ presidente da república oriundo deste partido responsável pela maior corrupção com dinheiro público da história do país desde sua fundação.

A classe médica, como parte da população, repudiou essa política nefasta que gerou também a reboque da corrupção os 60 mil assassinatos ao ano e piora significativa da qualidade do ensino fundamental e médio jogando o Brasil nos piores lugares no Pisa (2016).

Entretanto, uma parcela de médicos, por motivos diversos resolveu apoiar o indicado do ex‐ presidente. Entendemos que se trata de um direito democrático de livre expressão. Contudo, não compreendemos como lançam um manifesto dando a falsa impressão que a TOTALIDADE da classe apoia o candidato por eles escolhido conforme o título que foi publicado no site da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 08 de outubro de 2018. O SINDIMED espera que se respeite o jogo democrático e declara que não fez apoio institucional a nenhum dos postulantes ao maior cargo público desta República.

Defesa dos Médicos

 

 



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