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    Mulheres conquistam espaço na medicina

    Postada em 6 de março de 2018 as 12:37
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    De acordo com pesquisa sobre a demografia médica, publicada em 2015 por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em associação com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), as mulheres já são maioria entre os profissionais com menos de 29 anos, somando 56% de todos os médicos nessa faixa etária.

    A pesquisa mostra ainda que as mulheres correspondem a 52,7% dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (Sus), contra 47,3% de homens. Porém este quadro se apresentava totalmente diferente a bem pouco tempo atrás. Em 2014, os homens eram maioria, 57,5%, dos médicos no país, e as mulheres, 42,5%.

    Aos olhos da sociedade, a medicina sempre foi uma profissão masculina. Uma das explicações possíveis que justificam este pensamento do senso comum está na desvantagem histórica das mulheres diante dos homens, no que se refere a conquistas sociais, especialmente no acesso ao meio acadêmico. A presença feminina nas faculdades só foi oficialmente reconhecida em 1879, através de decreto imperial, porém, ainda assim o preconceito afastava as mulheres dos diplomas, e as subjugava aos afazeres domésticos.

    Porém, como em todos os momentos em que foi necessário lutar por direitos, mulheres enfrentaram olhares opressores e romperam barreiras, abrindo o caminho para as futuras gerações. Estas, por sua vez, permanecem lutando por mais espaço na profissão, indo além, contribuindo ativamente para a saúde pública de qualidade, como mostra a pesquisa publicada em 2015.

    O Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) esteve sempre atento para a importância da garantia de direitos iguais entre homens e mulheres. A gestão atual conta com diretoras de posicionamentos firmes e ações marcantes, tornando-as essenciais nas lutas pela valorização da categoria médica na Bahia. Além do sindicato, a mulher baiana também se destaca no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), hoje presidido por Tereza Maltez.

    Pioneiras

    Dra. Rita Lobato.

    A primeira mulher brasileira a tornar-se médica foi a gaúcha Rita Lobato Velho Lopes, que iniciou seus estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e transferiu-se para a Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia. Tornou-se médica em 1887, após defender tese sobre A operação cesariana, e exerceu a profissão em Porto Alegre e Rio Pardo, como ginecologista e pediatra. Morreu aos 87 anos, em 1954, em Rio Pardo.

    Já a primeira baiana a exercer a medicina foi Ephigênia Veiga. De acordo com artigo Pioneirismo feminino na Faculdade de Medicina da Bahia Primaz do Brasil, escrito pela doutora Cristina Maria Mascarenhas Fortuna, Ephigênia tornou-se médica em 04 de dezembro de 1890, considerada melhor aluna de sua turma, razão pela qual pleiteou o “Prêmio Viagem” (criado pelo decreto nº 1387 de 28 de abril de 1854, mantido no decreto nº 9311 de 25 de outubro de 1884, capítulo XIV art. 326 a 330), injustamente negado.



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