Palestra promovida pelo Sindimed aprofundou conhecimentos sobre autismo

Postada em 1 de maio de 2019 as 13:46
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No mês em que se destaca a questão do autismo, o Sindimed-BA se incorporou à campanha Abril Azul, promovendo palestra sobre estratégias de inclusão social dos portadores dessa deficiência. Reunindo especialistas da área médica e do direito, o Sindicato promoveu, no dia 29, a palestra “Autismo: conscientizar para incluir”, com a participação da neuropediatra Rachel Silvany, do médico e vereador Cezar Leite e do advogado Romeu Sá Barreto.

O evento que integra o projeto Encontros Sindimed, reuniu uma plateia atenta e participativa, no auditório do Sindicato, das 19h às 22h30, quando muitas questões e dúvidas sobre o autismo foram discutidas de forma clara e dinâmica.

O primeiro palestrante, Dr. Cesar Leite, que convive diretamente com o autismo em sua família, deu um depoimento emocionante sobre sua experiência. Falando sobre a importância do acolhimento e da amorosidade, Cesar narrou momentos muito pessoais nesse aprendizado sobre necessidades especiais.

Como pai, o médico falou, por exemplo do momento inicial em que a família se depara com a situação e seu impulso natural de negação. Depois discorreu sobre as várias fases de crescimento tanto para o portador do autismo como para a família, que constituem uma verdadeira lição de vida. Cesar destacou, ainda, a importância da parceria com a escola para o desenvolvimento do autista, dentro de suas possibilidades.

Como vereador, Cezar apresentou algumas de suas iniciativas no parlamento, que constroem uma ética social de valorização e respeito a condições especiais como é o caso do autismo, da síndrome de Dow e dos deficientes visuais, situações para as quais ele tem defendido a adoção de políticas públicas no sentido da inclusão e da acessibilidade.

Médico e vereador Cezar Leite falou sobre políticas públicas para a inclusão

Direitos dos autistas

Na sequência do evento, a palestra do advogado Romeu Sá Barreto apresentou um grande volume de informações sobre direitos que muita gente desconhece. Ele chamou a atenção especialmente para a Lei Berenice Piana, nº12.764/2012, que é um marco dos direitos dos autistas.

Segundo estimativas apresentadas pelo advogado, “existem hoje aproximadamente dois milhões de autistas no Brasil e essa população tem que ser respeitada. Discriminar o autista pode acarretar até três anos de prisão”, disse Barreto. Além disso existem também recursos legais para garantir acesso a tratamentos especializados, atribuindo responsabilidade ao Estado quando a família não puder arcar com os altos custos das terapias necessárias.

Barreto destaca entre os principais pontos garantidos em lei está o direito à educação. “O artigo terceiro da Lei 12.764 assegura acompanhante especializado na escola onde estudar o autista. Além disso, o artigo sétimo da mesma Lei, determina que nenhuma escola pode recusar matrícula, atribuindo pesadas multas para quem o fizer”, pontuou o Dr. Romeo.

Diagnóstico

A última palestrante da noite, Dra. Rachel Silvany, fez uma retrospectiva sobre os estudos do autismo, assinalando que há indícios de um aumento progressivo do número de casos em todo o mundo. Ela falou ainda sobre as características dos fatores que podem acarretar a ocorrência, mas descartou, por exemplo o recorte socioeconômico.

A neuropediatra falou também sobre o diagnóstico do autismo, que é fundamentalmente clínico e disse que os fatores da ocorrência são poligênicos, em outras palavras, não estão relacionados a um único gene. “Apesar da estereotipia que lhes são comuns, não há um autista igual a outro. Todos são diferenciados por suas personalidades próprias e, portanto, requerem tratamento individualizado”, finalizou a médica, que se emocionou ao lembrar de seus pacientes.

 



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