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    Sindimed recebe visita de formandos de medicina da Universidade Federal da Bahia

    Postada em 23 de março de 2018 as 20:18
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    O presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, recebeu para um bate-papo, nesta sexta-feira (23), um grupo de estudantes de medicina que colarão grau em maio pela Universidade Federal da Bahia. Neste encontro, no auditório do Sindicato, o dirigente falou sobre vários aspectos da profissão, chamando a atenção para a grave precarização das relações de trabalho, praticada ao largo do que preconiza a legislação trabalhista, criticando principalmente a falta de concurso público e a recusa dos empregadores em assinar da Carteira de Trabalho dos médicos.

    Na oportunidade, Magalhães enalteceu a iniciativa dos estudantes em buscar informações sobre o mercado de trabalho no lugar certo: o sindicato. “É muito bom ver aqui esses jovens em início de carreira já demonstrando consciência de classe. O Sindimed é efetivamente a principal entidade de luta e de defesa dos profissionais contra a exploração da força de trabalho dos médicos”, enfatizou o sindicalista.

    Grupo ouviu informações importantes sobre a prática cotidiana no mercado de trabalho

    Complexidade

    Foi uma conversa na qual Magalhães falou sobre o que é ser médico dentro de uma realidade que exige muito empenho para vencer obstáculos causados pelas más práticas de gestão e impor respeito perante os empregadores, sejam eles públicos ou privados. Um dos principais problemas hoje enfrentados pelos chamados pejotizados (médicos com contrato na modalidade pessoa jurídica) é, além da ausência de amparo legal, enfrentar os atrasos salariais constantes, quando não o calote puro e simples. Isso obriga o sindicato a recorrer à Justiça frequentemente.

    De maneira recorrente, o médico fica no centro de uma guerra de informações divergentes: gestores terceirizados dizem não terem recebido repasse para pagamento enquanto os gestores públicos contratantes garantem que a liberação foi feita. Aliás, é bom lembrar que a gestora terceirizada deve ter, inclusive, um aporte financeiro para ser usado caso isso aconteça, o que lamentavelmente é ignorado pelos empregadores. Tanto neste como em outros tipos de abuso, a importância de um sindicato atuante e focado no interesse do trabalhador é fundamental na luta pela conquista de direitos.

    A redução de postos de trabalho é outro problema enfrentado pelos profissionais, que ficam inclusive expostos ao descontentamento da população, uma vez que isto leva à queda da qualidade do serviço oferecido. E há ainda o risco de sofrer processo, quando o gestor é o verdadeiro responsável pelas graves consequências decorrentes de uma estrutura precária de atendimento. “A população tem que ser nossa aliada”, lembrou o presidente do Sindimed. Diante destes e de vários outros desafios, Magalhães chamou a atenção do grupo de futuros médicos para a necessidade de união entre os profissionais.

    Conquista

    Para não ficar apenas nos abusos e armadilhas do mercado de trabalho, Francisco falou da capacidade de resistência que o Sindicato imprime nessa queda de braço. Ele citou a vitória dos médicos da UPA de Brotas que, frente a ameaça de perder o segundo pediatra da noite, foram à luta e, em conjunto com o Sindimed fizeram uma mobilização que levou à destituição da diretora da unidade e a manutenção dos direitos. Isso depois de os médicos da assistência pediátrica da UPA (administrada pela empresa INTS) assumirem uma demissão coletiva, como forma de pressão.

    Outro assunto pontuado por Francisco Magalhães foi o degaste sofrido pelos profissionais que, para manterem de uma ceerta qualidade de vida se submetem a uma rotina cansativa de plantões em diferentes unidades de saúde. Isto numa profissão que exige atualização constante, seja na leitura de novas publicações, participação de cursos de especialização, congressos etc.

    Participaram do encontro com o presidente do Sindimed os estudantes Danilo Leite, José Edson, Caio Oliveira, Rodrigo Pimentel, Bárbara Menezes, Juliana Parreira, Milena Reis, Ysis Mata, Tâmia Barreto, Danielli Darrieux, Jéssica Machado, Jair Santana e Fernanda Feitosa. Ao final, os acadêmicos foram convidados a participar de mais uma edição do Projeto Fim de Tarde, espaço aberto a variadas manifestações artísticas, que ocorre toda última sexta-feira de cada mês (antecipada, dessa vez, em função do feriado da Semana Santa).



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