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    Prosaúde retalia movimento dos médicos do Alayde Costa e tenta se livrar de dívidas

    Postada em 2 de abril de 2018 as 14:54
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    A empresa Prosaúde que administra o Hospital Alayde Costa, prestadora de serviços ao SUS através de contrato com a Sesab, anunciou a troca de coordenação da UTI de maneira abrupta e informal, sem nenhum tipo de negociação previa. O coordenador vem mediando as negociações para pagamento dos salários dos médicos ora em atraso de dois meses e entre as reivindicações aprovadas em assembleia consta a manutenção do profissional, caracterizando tal medida como uma retaliação.

    Em paralelo, a empresa anunciou que, já a partir de abril, a gestão da unidade passará para uma outra empresa (AGIS), deixando em aberto todos os débitos existentes, em uma clara tentativa de se livrar das dívidas e burlar os mecanismos de controle.

    O Sindimed encaminhou ofício a ProSaúde, MPT e Sesab, cobrando a suspensão imediata da troca de coordenador sob pena de reinicio da paralisação das atividades.

    Confira o ofício abaixo:

    Ao tomar conhecimento da troca de coordenador da UTI do Hospital Alayde Costa, realizada de maneira abrupta, sem conhecimento prévio do profissional e comunicada a equipe da unidade em caráter informal, solicito a suspensão de tal medida por seu caráter injusto e por afrontar os princípios de dignidade e ética que devem permear as relações de trabalho.

    Ademais, ressalte-se que entre as reivindicações aprovadas pelos médicos, em assembleia no dia 5 de março, consta a manutenção da coordenação da unidade. Desta forma, tal medida caracteriza-se como uma retaliação ao movimento ora em curso e uma quebra de confiança entre as partes que vinha se estabelecendo através das tratativas nas últimas semanas, podendo a qualquer momento, ser retomada a paralisação das atividades.

    Por fim, causa estranheza o anuncio, também informal e abrupto, de que a gestão do hospital passou, a partir deste mês para uma outra empresa ( AGIS ), sem que os tramites de encerramento de contratos dos trabalhadores com a ProSaúde fossem devidamente realizados e, eventualmente, reestabelecidos com a nova empresa, situação esta que será encaminhada as autoridades competentes para averiguação de eventuais irregularidades.

     

    ProSaúde já foi condenada por retaliação em movimento na UPA de Escada

    Após uma Greve na UPA de Escada, a ProSaúde demitiu 9 médicos, fato denunciado pelo Sindimed ao MPT, o qual entrou com um processo judicial. O Juiz da 15ª. Vara , Dr. Gilvan Oliveira Silva, proferiu a sentença no processo, reconhecendo que a Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, empresa que administra a UPA de Escada, em Salvador, exerceu prática antissindical ao demitir médicos, durante o movimento grevista que durou 47 dias, a partir de abril do ano passado, e condenou a empresa a pagar a indenização de R$150 mil, por dano moral, a ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    Saiba mais aqui.



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