Secretário de Saúde da Bahia ignora pleitos dos médicos e acusa Sindimed de “fazer política sindical”

Postada em 22 de abril de 2020 as 09:37
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O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia tem diariamente trabalhado na veiculação das demandas da categoria, especialmente neste momento de crise do covid-19, visando soluções para que o trabalho dos médicos seja desenvolvido em condições menos hostis e perigosas.
Após entrevista do Sindimed à TV Bahia, na última quinta-feira, 16 de abril, a Secretaria de Saúde do Estado emitiu nota em que não responde às denúncias recebidas pelo Sindimed e às demandas apontadas pela categoria, mas que, para estarrecimento da entidade, simplesmente acusa o Sindicato de utilizar “este momento de pandemia para fazer política sindical”.
O Sindimed-BA está fazendo o trabalho que se propōe e lastima o tratamento simplista e indiferente dispensado pelo secretário de saúde Fábio Vilas Boas aos justos pleitos dos médicos. “Vemos com espanto essa afirmação do secretário, ao não compreender que um Sindicato tem por papel precípuo trabalhar em prol das condições adequadas para o exercício profissional da categoria que representa”, afirma a presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, Dra. Ana Rita de Luna Freire Peixoto.
A dirigente lamenta que o secretário da Sesab não apresente respostas que se traduzam por medidas efetivas para a necessária preservação dos médicos da Bahia. O Sindimed estabeleceu canais de denúncias específicos para a crise do covid-19, através do seu site, e tem recebido muitos relatos dos médicos referentes à irregularidades de equipamentos de proteção individual. Essas denúncias são encaminhadas ao Cremeb e frequentemente são realizadas inspeções conjuntas.
“Estamos abertos ao diálogo e gostaríamos de ter um canal de comunicação com a Sesab, desde que o secretário se comprometa a fazer o seu trabalho. E atender muitas das necessárias demandas da classe médica na Bahia”, afirma a presidente do Sindimed-BA. É que, até o momento, o secretário não tem demonstrado sensibilidade às diversas necessidades apontadas pela categoria.
Há mais de dez anos, o governo da Bahia não realiza concurso público para médicos e os que são funcionários públicos contratados pela Sesab não têm revisão de salário, sem equivalente correção da inflação. “Além disso, o governo do estado está de forma recorrente tentando validar na justiça a contratação de médicos por sorteio, sem nenhum critério técnico de qualificação, colocando em risco a saúde da população baiana”, relata Dra. Ana Rita de Luna.
A presidente do Sindimed conta que a Secretaria da Saúde do Estado não vem facilitando a aposentadoria dos estatutários e exclui médicos e outros profissionais de saúde acima de 60 anos e com comorbidades da medida de remanejamento de atividades, adotada para outros servidores. “Com isso, esses profissionais sofrem um risco aumentado de ter suas vidas ceifadas, como se não tivessem direito à vida”, denuncia.
O secretário também ignora a solicitação do Sindimed para que médicos contratados como pessoas jurídicas, direta ou indiretamente, que precisem ser afastados por infecção em decorrência do atendimento do coronavírus, tenham seguro, para que não deixem de ter remuneração. Pleito inclusive já acolhido para os médicos da Prefeitura de Salvador, com aprovação recente na Câmara de Vereadores.

Secretário de Saúde da Bahia ignora pleitos dos médicos e acusa Sindimed de “fazer política sindical”  O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia tem diariamente trabalhado na veiculação das demandas da categoria, especialmente neste momento de crise do covid-19, visando soluções para que o trabalho dos médicos seja desenvolvido em condições menos hostis e perigosas. Após entrevista do Sindimed à TV Bahia, na última quinta-feira, 16 de abril, a Secretaria de Saúde do Estado emitiu nota em que não responde às denúncias recebidas pelo Sindimed e às demandas apontadas pela categoria, mas que, para estarrecimento da entidade, simplesmente acusa o Sindicato de utilizar "este momento de pandemia para fazer política sindical".  O Sindimed-BA está fazendo o trabalho que se propōe e lastima o tratamento simplista e indiferente dispensado pelo secretário de saúde Fábio Vilas Boas aos justos pleitos dos médicos. "Vemos com espanto essa afirmação do secretário, ao não compreender que um Sindicato tem por papel precípuo trabalhar em prol das condições adequadas para o exercício profissional da categoria que representa", afirma a presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, Dra. Ana Rita de Luna Freire Peixoto. A dirigente lamenta que o secretário da Sesab não apresente respostas que se traduzam por medidas efetivas para a necessária preservação dos médicos da Bahia. O Sindimed estabeleceu canais de denúncias específicos para a crise do covid-19, através do seu site, e tem recebido muitos relatos dos médicos  referentes à irregularidades de equipamentos de proteção individual. Essas denúncias são encaminhadas ao Cremeb e frequentemente são realizadas inspeções conjuntas.  "Estamos abertos ao diálogo e gostaríamos de ter um canal de comunicação com a Sesab, desde que o secretário se comprometa a fazer o seu trabalho. E atender muitas das necessárias demandas da classe médica na Bahia", afirma a presidente do Sindimed-BA. É que, até o momento, o secretário não tem demonstrado sensibilidade às diversas necessidades apontadas pela categoria.  Há mais de dez anos, o governo da Bahia não realiza concurso público para médicos e os que são funcionários públicos contratados pela Sesab não têm revisão de salário, sem equivalente correção da inflação. “Além disso, o governo do estado está de forma recorrente tentando validar na justiça a contratação de médicos por sorteio, sem nenhum critério técnico de qualificação, colocando em risco a saúde da população baiana”, relata Dra. Ana Rita de Luna.  A presidente do Sindimed conta que a Secretaria da Saúde do Estado não vem facilitando a aposentadoria dos estatutários e exclui médicos e outros profissionais de saúde acima de 60 anos e com comorbidades da medida de remanejamento de atividades, adotada para outros servidores. “Com isso, esses profissionais sofrem um risco aumentado de ter suas vidas ceifadas, como se não tivessem direito à vida”, denuncia.   O secretário também ignora a solicitação do Sindimed para que médicos contratados como pessoas jurídicas, direta ou indiretamente, que precisem ser afastados por infecção em decorrência do atendimento do coronavírus, tenham seguro, para que não deixem de ter remuneração. Pleito inclusive já acolhido para os médicos da Prefeitura de Salvador, com aprovação recente na Câmara de Vereadores.



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