Sindimed-BA apura graves problemas na neonatologia do Hospital Geral de Camaçari

Postada em 27 de agosto de 2020 as 11:51
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O Sindimed-BA, representado por sua presidente, Dra. Ana Rita de Luna, visitou nesta quarta feira, 26 de agosto, o Hospital geral de Camaçari. Foram constatados problemas graves em relação à maternidade, principalmente no que se refere à falta de médicos especializados em neonatologia. “Não temos plantonista neonatologista nem no final de semana nem nos dias de semana à noite. Isso é muito grave porque o Hospital Geral de Camaçari é um hospital de referência em maternidade onde recebe gestantes de toda esta micro região, inclusive pacientes de alto risco”, explicou uma das médicas do local.

Segundo foi apurado pelo Sindicato, cinco postos de neonatologistas foram perdidos, nos últimos anos. Seja por óbito, seja por aposentadoria, doença ou invalidez. Esses postos não foram repostos via Sesab. Além disso, a maternidade sofreu uma redução do efetivo médico. Os cesarianos passaram a cobrir a escala da semana e o final de semana (sexta, sábado e domingo) ficou vacante. A maternidade, que é dimensionada para um número ideal de três obstetras por plantão, agora, nos finais de semana, trabalha  com dois obstetras. Isto porque o Estado só liberou para o INTS dois contratos, do tipo CLT, para a maternidade do Hospital Geral de Camaçari.

Por ser um hospital de referência, a maternidade do hospital de Camaçari recebe muitos prematuros graves e pacientes de alto risco de toda a microrregião. Os médicos da unidade, afirmam que não há neonatologistas para cobrir esse plantão, nem mesmo um hospital para médico especializado em neonatologia.

“É uma situação gravíssima a da neonatologia no Hospital Geral de Camaçari, onde há essa associação de falta de concurso público e precariedade de vínculos. Isso faz com que a neonatologia seja coberta, de forma não ideal, por uma boa vontade das pediatras de plantão”, avaliou a presidente do Sindimed-BA, Dra. Ana Rita de Luna.

Além dessa situação da maternidade, foram constatados também outros problemas trabalhistas. Existe uma multiplicidade de vínculos, há médicos vinculados pela Prefeitura Municipal, há muitos médicos ligados à Fundação José Silveira. Em relação à Fundação, há uma queixa sobre férias. Segundo relatos, a fundação não paga férias. Há médicos com três férias vencidas. Muitas vezes, segundo foi relatado, a Fundação José Silveira coloca os profissionais em férias compulsórias, mas não paga essas férias.



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