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    Sindimed critica interesse do governo baiano de importar médicos

    Postada em 1 de novembro de 2017 as 17:00
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    Secretário de Saúde afirma que equívoco de assessoria gerou mal entendido sobre declaração em rede social atribuída ao governador.

    Logo após a publicação da nota abaixo, nesta quarta-feira (1º), o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, recebeu telefonema do secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, esclarecendo que a mensagem atribuída a Rui Costa, sobre a vinda de médicos cubanos à Bahia, não corresponde à declaração exata do governador. Integrando a delegação do governo baiano que está em Cuba, Vilas-Boas informou que a postagem num dos aplicativos das redes sociais deveu-se a uma interpretação equivocada da assessoria de comunicação do governador.

    A seguir, reproduzimos a postagem do aplicativo atribuída ao governador e a nota que o Sindimed publicou em resposta.

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    Bravatas em Havana

    O governador Rui Costa declarou, esta semana, que pretende trazer mais médicos estrangeiros para a Bahia. Em viagem internacional a Cuba, onde foi participar da Feira Internacional de Havana, o governador publicou em suas redes sociais que está “discutindo meios para que as universidades estaduais da Bahia recebam profissionais cubanos que atuem em especialidades que temos carência, como anestesista e pediatria”.
    Vários aspectos merecem ser destacados a partir dessa declaração. Já ficou muito claro, por exemplo, a partir do Programa Mais Médicos, do governo federal, que o País não tem carência de profissionais da medicina, mas sim de políticas públicas que estimulem os médicos brasileiros a assumirem postos de trabalho onde a falta de infraestrutura é total. Em muitos lugares faltam laboratórios, medicamentos, macas e sequer o salário está garantido no final do mês.
    Além disso, há anos o Estado não promove concurso público, utilizando-se da terceirização, pejotização, Reda e outros subterfúgios que burlam o vínculo direto, precarizando as relações de trabalho dos médicos. Essa estratégia, além de rebaixar salários, gera insegurança contratual, não fixa os profissionais nas unidades de saúde nem produz acompanhamento sistemático da população ao longo do tempo.
    A medicina brasileira é reconhecida mundialmente como de ponta nos meios científicos e acadêmicos. Paradoxalmente, entretanto, essa capacidade técnica muitas vezes não chega a produzir os efeitos desejáveis na saúde da população porque a estrutura hospitalar está sucateada, os médicos são mal remunerados e a sobrecarga de trabalho é insuportável.
    A ideia do governador de trazer médicos de Cuba para as universidades baianas soa apenas como uma tentativa de fazer política de boa vizinhança com o governo daquele país. Não tem qualquer efeito prático sobre a saúde do povo baiano e ainda por cima desmerece o corpo acadêmico das universidades, onde professores e alunos enfrentam igualmente – assim como os médicos e a população – a precariedade de recursos estruturais.

    Salvador, 1º de novembro de 2017.

    Sindicato dos Médicos da Bahia

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    Uma resposta para “Sindimed critica interesse do governo baiano de importar médicos”

    1. Maria Elizabete disse:

      Embora haja um TAC MPF no estado recomendando atendimento de pacientes de Nefrologia na Bahia,devido a alta demanda e a baixa assistência, o governo da Bahia não tem o menor interesse em atender. A prova disso é a negativa em extender carga horária para Médicos Nefrologistas interessados que solicitam e fazem parte da rede SESAB. Demonstrando inequivocadamente que o Governo e sua equipe, não está interessada em cumprir a Lei e tão pouco atender aos baianos nefropatas que estão precisando de atendimento, segundo o MINISTÉRIO PÚBLICO….

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