Sindimed discute PCCV e crise nas terceirizadas com secretário de saúde

Postada em 16 de novembro de 2017 as 19:37
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Na última terça (14), o Sindimed se reuniu com o secretário estadual de saúde, Fábio Vilas Boas, e sua equipe para discutir as diversas demandas dos médicos. Confira abaixo os temas tratados:

PCCV dos médicos do estado

Diversas inconformidades relacionadas ao PCCV foram relatadas como o valor pago a título de retroatividade que, pela portaria publicada no último dia 26 de agosto, deveria ser composto pela diferença a partir de maio de 2017, mas não foi pago em sua integralidade. A superintendente de recursos humanos, Maria do Rosário, se dispôs a corrigir as eventuais irregularidades e solicitou a formalização das mesmas, o que já está sendo providenciado pelo Sindimed.

Luiz Américo, vice-presidente do Sindimed, cobrou o andamento dos processos das progressões referentes a 2016 e 2017, os quais ainda estão em análise na SESAB, conforme os gestores. Para o sindicalista não se justifica este atraso.

Foi cobrado ainda as promoções desde 2015, que estão paradas devido a falta de regulamentação da mesma. Segundo os gestores, foi feito uma consulta a PGE para agilizar a análise das promoções.

Licença prêmio

Foi feito a denuncia que os setores de Recursos Humanos das unidades como do Hospital Geral Roberto Santos estariam dificultando o acesso as informações sobre a vida administrativa do servidor como o número de licenças prêmio vencidas. A superintendente de Recursos Humanos garantiu que não existe determinação da Sesab neste sentido e informou que irá orientar os setores das unidades a disponibilizar as informações solicitadas

Crise da Maternidade de Referência

O secretário afirmou esta ciente da situação da Maternidade de Referência cujos médicos decidiram por demissão coletiva devido aos atrasos de salários recorrentes, defasagem salarial e precárias condições de trabalho e se mostrou receptivo a repassar os recursos referentes a folha salarial diretamente para os profissionais para evitar um calote.  O Sindimed alertou apara a gravidade da situação e cobrou que este compromisso seja formalizado com a participação do Ministério Público do Trabalho

Demissão médicos ortopedistas Menandro de Faria

Foi solicitado uma reunião com a SESAB e a direção do hospital em caráter de urgência para tratar da demissão arbitrária dos ortopedistas do Menandro de Faria. A assessoria da SESAB se comprometeu a agendar a audiência até o momento, sem data definida. Enquanto isso, o Sindimed continua divulgando o abuso junto a população.

Corte de salários e condições de trabalho no Hospital Carvalho Luz

O Sindimed relatou os problemas no Hospital Carvalho Luz que vão desde corte de retroativo de 40% no salário as precárias condições de atendimento. Tal situação levou os médicos solicitarem demissão coletiva com pedido de rescisão indireta. Foi cobrado uma audiência com representantes da Sesab e do IFF, que administra a unidade, tendo em vista que os gestores atribuíram o corte de salários a determinação da Sesab.

Ameaça de calote no Hospital Santa Tereza em Ribeira do Pombal

Com a saída da Fundação José Silveira (FJS) da administração do Hospital Santa Tereza em Ribeira do Pombal e tendo em vista os recorrentes atrasos de salários, os médicos estão com receio de um calote. Um acordo firmado entre médicos e a FJS prevê o pagamento dos salários com os recursos advindos do encontro de contas entre a empresa e o Estado. Questionado sobre se já existe uma previsão dos valores do ajuste de contas, o secretário informou que depende de auditoria e não tem como garantir se e quanto vai repassar a título de ajuste de contas.

Atrasos de salários no Hospital Dantas Bião

O Sindimed denunciou o atraso de salário no Dantas Bião, onde todo mês as atividades são paralisadas. Cobrou uma ação da Sesab para corrigir este problema, dentre as quais fiscalização mais rigorosa da IBDAH, empresa que administra o hospital.

Atrasos médicos contratados por PJ

Foi cobrado do secretário a regularização dos salários dos médicos contratados diretamente pela Sesab através de PJ, atualmente sem receber o mês de agosto. O gestor afirmou que no final do ano a Sesab terá recursos extra que permitirão sanar os atrasos. Isto se daria em um prazo de 10 meses. Os profissionais receberiam um valor superior mensalmente até regularizar o prazo. O Sindimed questionou este modelo de repasse, tendo em vista que se trata efetivamente de trabalhadores e não empresas.



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