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    Sindimed pressiona prefeitura de Teixeira de Freitas a pagar salário de abril

    Postada em 7 de dezembro de 2017 as 20:00
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    O Sindimed continua a pressionar a prefeitura de Teixeira de Freitas (no sul baiano) a pagar os salários de abril de 2017 aos cerca de 100 médicos do Hospital Regional. Diante da resistência do Executivo municipal em pagar o que deve, o sindicato decidiu pedir à juíza do Trabalho daquele município que determine o sequestro do valor devido, em favor dos profissionais. A informação é do seu presidente, Francisco Magalhães, que no dia 4 participou de uma audiência sobre o assunto na Justiça do Trabalho, onde representantes da prefeitura mantiveram novamente uma postura intransigente.

    O caso está judicializado e a expectativa é de que o pedido à Justiça seja aceito, para que os profissionais recebam pelo trabalho desenvolvido no Hospital Regional de Teixeira de Freitas, cidade a 690 km de Salvador. O presidente do Sindimed lembrou que está marcada para 31 de janeiro uma audiência na representação regional do Ministério Público da Bahia, que discutirá a questão dos médicos concursados em 2016. Por pressão do Sindimed, os gestores municipais se comprometeram a nomear até o dia 28 de fevereiro os médicos concursados, em substituição aos atualmente contratados como PJ. Magalhães disse que o sindicato permanecerá atento à questão.

    Já em Eunápolis, 162 km ao norte daquela cidade, Francisco Magalhães visitou no dia 5 o Hospital Regional juntamente com o diretor sindical no extremo sul, Fernando Correlo. Além de ouvir vários médicos, o presidente do Sindimed discutiu os preparativos para a inauguração de uma sede do Sindmed na cidade, programada para o final de janeiro. Uma representação do sindical naquela região reforçará as ações da entidade, sempre procurada por médicos que de forma recorrente denunciam condições de trabalho e questões relacionadas à remuneração.

    Em Eunápolis, Francisco Magalhães discutiu com Correlo (D) os preparativos para inaugurar mais uma sede regional

    Em Eunápolis, Francisco Magalhães discutiu com Correlo (D) os preparativos para inaugurar mais uma sede regional

     Porto Seguro e Cabrália

    Em sua visita ao sul da Bahia, Francisco Magalhães também se reuniu com os médicos de Porto Seguro, a 700 km de Salvador. O Sindimed ficou de encaminhar para os gestores municipais queixas sobre a ausência de reajuste salarial. Em Santa Cruz Cabrália, cidade vizinha de Porto Seguro, o alvo das queixas é o PSF onde, além de salários congelados, falta material e vários tipos de medicamentos, entre os quais os anti-hipertensivos. Segundo uma médica denunciante, costumam faltar também anticoncepcionais injetáveis e medicações endovenosas necessárias para casos de urgência, como crise convulsiva, crise asmática.

    Ainda segundo a denunciante, na UBS falta material de limpeza e, especialmente durante as campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, faltou lanche para os pacientes. Há também grande dificuldade para se conseguir diferentes tipos de ultrassonografia e demora para liberar coleta de exames e sorologias de gestantes. A maioria das gestantes no terceiro trimestre vai para o hospital em trabalho de parto, sem resultados desses exames do último trimestre, segundo a denunciante.

    Outra queixa é quanto à demora para obter consultas com especialistas, sendo que muitas vezes é preciso renovar os pedidos. Não é difícil se passar um ano sem respostas sobre as marcações. Também falta transporte da prefeitura levar equipes a localidades rurais mais distantes. A UBS está com infiltrações, sem aparelho de ar-condicionado e em alguns dias falta água encanada.

    CLIQUE radio E OUÇA ENTREVISTA DE FRANCISCO MAGALHÃES À RÁDIO 98 FM DE EUNÁPOLIS. 



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