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    Insegurança: médica agredida em UPA de Irecê

    Postada em 3 de novembro de 2017 as 18:57
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    Sindimed cobra mais segurança nos locais de trabalho. Médicos se queixam de agressões, alimentação de péssima qualidade, dificuldade de transferir pacientes e diversas outras precariedades decorrentes de gestões que não tratam saúde como prioridade.

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     UPA carece de plano de segurança (foto: Prefeitura de Irecê)

     

    A deficiência de segurança nas unidades de saúde é uma questão que tem preocupado muito o Sindimed. No dia 3 de novembro, mais um episódio – dessa vez em Irecê -, chamou a atenção para a gravidade da situação, quando uma das médicas da UPA daquele município foi vítima de agressão verbal.

    De acordo com o corpo médico da unidade, o episódio ocorreu porque a UPA não tem um sistema de segurança eficaz, o que faz com que os profissionais fiquem expostos à entrada de qualquer pessoa na área restrita do hospital, sem qualquer tipo de triagem.

    A situação de descontrole acarreta constante preocupação. Muitas vezes, o número de acompanhantes – que deveria obedecer a critérios técnicos -, extrapola as condições de funcionalidade do espaço onde a UPA está instalada.

    De imediato, o Sindimed deu todo apoio à médica agredida, colocando à sua disposição a estrutura jurídica da entidade. Diante do episódio, no sentido de evitar que fatos como este ou de maior gravidade venham a ocorrer, está sendo solicitada ao prefeito a implantação de um plano de segurança para o local.

    Precariedade

    Além dos problemas de segurança, os profissionais enfrentam ainda outras precariedades estruturais e que interferem nas condições de trabalho. Os contratados, via credenciamento da prefeitura, são precarizados, mantendo os profissionais como prestadores de serviço.

    A alimentação, que vem do Hospital Regional, é de má qualidade e não chega em quantidade suficiente, na medida em que muitas vezes tem de ser dividida entre médicos e pacientes, porque a UPA não conta com alimentação para quem está internado.

    Os médicos também se queixam da falta de suporte da regulação do Hospital Regional de Irecê, que não absorve a demanda da UPA. Recusam pacientes ou exigem exames demais, dificultando ao máximo a transferência. Além disso, as acomodações são mínimas na hora da pausa dos plantões. As poucas comodidades disponíveis no conforto médico, como ar-condicionado e frigobar, foram adquiridas pelos próprios médicos.

    Atualmente a unidade funciona com dois plantonistas de 24 horas, mas atende a um fluxo de aproximadamente 250 pacientes por dia, de baixa e média complexidade. Diante dessa demanda, os médicos apontam a necessidade de pelo menos três plantonistas.

    Reajuste só na promessa

    Desde janeiro está em curso uma negociação para que os salários sejam reajustados, mas isso ainda não saiu do papel. Na troca de gestão houve uma redução salarial com a promessa de posterior recomposição, mas até o momento nada se concretizou.

     



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