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    Juazeiro: Sindimed inaugura sede e fará plantões jurídicos na região

    Postada em 3 de novembro de 2017 as 16:23
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    A sede, que está em funcionamento há seis meses, já tem uma assembleia, com pauta sobre pagamento de insalubridade, marcada para o dia 29 de novembro.

     Se aproximar dos profissionais e facilitar o acesso aos serviços do Sindimed é a proposta da sede do sindicato que foi inaugurada na última quarta-feira (01), no município de Juazeiro, região norte do estado. O presidente, Francisco Magalhães, esteve na cidade para participar da inauguração aproveitou a ocasião para visitar algumas unidades de saúde e se reunir com os médicos. Confira galeria de fotos aqui. 

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                                Local contará com plantões jurídicos 

    Com uma programação intensa, a comitiva que além do presidente, contou com representantes do setor jurídico e de comunicação do sindicato, cumpriu diversas agendas na região. No primeiro dia, o presidente visitou a UPA da cidade e a Maternidade Municipal de Juazeiro. Além disso, esteve em reunião com a secretária de saúde do município, quando abordou alguns pleitos do sindicato. A programação do dia se encerrou com a inauguração da sede, que foi prestigiada por médicos da região.

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                            Profissionais prestigiaram inauguração e deram as boas-vindas ao Sindimed

    No último dia, o presidente visitou ainda o Hospital Regional de Juazeiro, lá pôde constatar também a falta de estrutura, de material de trabalho, insumos básicos, além da falta de um tomógrafo. Atrasos de salários também foram relatados na ocasião.

    Primeira assembleia na sede marcada dia 29

    Algumas ações já ficaram agendadas, como é o caso de uma assembleia, no dia 29 de novembro, para decidir os rumos relativos ao direito à insalubridade dos médicos do município. A situação é que alguns médicos do município não recebem insalubridade e os que recebem, o pagamento é baseado no salário mínimo. Mas pelo Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), o pagamento deveria ser de acordo com o salário base. O Sindimed já encaminhou diversos ofícios relatando a situação à prefeitura, sem retorno. Ainda essa semana, será encaminhado mais um ofício com o prazo de até 20 dias para resposta, caso não haja, serão deliberadas as medidas cabíveis, inclusive de ação judicial na assembleia, com horário a ser definido, na sede do Sindimed de Juazeiro.

    Alta demanda e precariedade na Maternidade de Juazeiro  

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                 Presidente conversou com os profissionais no local

    Na visita à Maternidade e Hospital da Criança de Juazeiro os médicos denunciaram a alta demanda e a situação precária da maternidade. Foi constatado que os ares-condicionados do conforto médico e do centro cirúrgico apresentam defeitos: o primeiro está sem funcionar, o segundo funciona, mas de forma precária. Os médicos solicitaram ainda a contratação de obstetras, anestesiologistas e neonatologistas para compor os plantões, devido ao aumento da demanda no atendimento.

    Os profissionais relataram que fazem cerca de 300 procedimentos obstétricos por mês e a unidade absorve demandas de outras regiões. A equipe conta com três médicos ao dia e dois no turno da noite, mais um neonatologista e um anestesista, o que os profissionais consideraram insuficiente. “Nós absorvemos pacientes de aproximadamente 54 municípios entre Bahia e Pernambuco, aqui chega paciente até do Piauí”, relatou um profissional.

    Outra queixa foi em relação à insalubridade, que alguns profissionais da maternidade não recebem e outros recebem de acordo com o salário mínimo. Os médicos, que são estatutários, embora estejam expostos no atendimento a toda e qualquer intercorrência, não têm recebido pagamento de insalubridade que seja coerente com o risco dos procedimentos realizados no dia a dia.

    Passagem por Senhor do Bomfim

    No retorno para Salvador, a comitiva passou pela cidade de Senhor do Bomfim e visitou o Hospital Regional do local. Mais uma vez, foram detectadas irregularidades na unidade de saúde, como é o caso do plantão contar com apenas um profissional, que vive sobrecarregado com a alta demanda.  Além disso, a modalidade de contratação é instável tendo em vista que o hospital está vivendo um impasse desde fevereiro, com a transição da gestão. Atualmente vem sendo sinalizada a possível chegada de uma nova empresa licitada para gerir o equipamento. Enquanto isso os médicos convivem com a incerteza e as irregularidades.

     



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