Nesta terça-feira, 20 de outubro, será julgada a realocação de médicos do grupo de risco da linha de frente

Postada em 19 de outubro de 2020 as 13:19
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A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, Dra. Ana Rita de Luna afirma que, no mês em que há uma data dedicada ao médico, a categoria não tem muito o que comemorar. “Pelo contrário. Queremos lembrar que perdemos vários colegas pela Covid-19 e tememos que outros venham a óbito, especialmente os de grupo de risco, por conta da perigosa exposição à alta carga viral”, diz. Houve uma liminar que contemplava o remanejamento dos médicos desse grupo, mas que foi contestada pelo Governo da Bahia, que interpôs um agravo de instrumento. Esse recurso será julgado, amanhã, terça-feira, 20 de outubro, na 5ª Câmara Cível.
A dirigente explica que os médicos de grupo de risco que são estatutários da Sesab são desrespeitados no direito legal de remanejamento. “Nós do Sindimed lamentamos esse desprezo do Governo da Bahia por uma categoria já tão sacrificada. Estamos, há seis anos, com falta de reposição das perdas inflacionárias; o Estado não negocia a progressão funcional e não realiza concurso público há mais de 10 anos”, comenta a presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia.
O Sindimed está, desde o início da pandemia, tentando conscientizar os entes quanto à necessidade de realocação dos médicos idosos, com comorbidades e grávidas, grupos de risco previstos no Decreto Estadual 19.528/2020. A medida está sendo aplicada para profissionais de outras categorias, porém os médicos da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia continuam na linha de frente do atendimento de pacientes da Covid-19.
A presidente do Sindicato pontua que, em relação ao grupo de risco, poderia ser realizada a realocação preventiva, sem gerar nenhum impacto na assistência aos pacientes. Ela explica que o pleito da categoria foi apenas de que fosse respeitado o direito de que os médicos do grupo de risco pudessem ser lotados em hospitais e unidades de atendimento que recebessem pacientes com Covid. “Mas infelizmente, por uma desnecessária intransigência do Governador, essa justa medida foi assegurada a outras categorias e negada aos profissionais da medicina”, afirma.
Além disso, o pleito do Sindicato no sentido de que fosse feito seguro para casos em que médicos que atuam em regime PJ fossem acometidos por Covid-19 em tese foi atendido, mas, na prática, não está sendo cumprido. “Os profissionais da linha de frente que precisaram se afastar acometidos pela doença ficaram sem receber remuneração, no período”, acrescenta Dra. Ana Rita.



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