Workshop aprofundou conhecimento sobre prevenção ao suicídio

Postada em 27 de setembro de 2019 as 10:29
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Em mais uma edição do projeto Encontros Sindimed, foi realizado na noite desta quarta-feira (25) o workshop “Prevenção do Suicídio: uma abordagem para profissionais de saúde”, que abordou o tema de maneira abrangente e esclarecedora, dando aos presentes uma percepção mais clara e aprofundada sobre os riscos para, assim, estruturar estratégias de abordagens capazes de evitar a ocorrência do suicídio.

Na palestra inicial, o Dr. Antônio Carlos Freire, diretor do Hospital Juliano Moreira, apresentou estatísticas fundamentais para a percepção da incidência e dos riscos que temos hoje em nossa sociedade. Ele relatou estudos que revelam um maior número de tentativa de suicídio entre as mulheres, entretanto são os homens que mais chegam a cumprir o intento. Talvez pelo fato de que são os homens que se utilizam de meios mais letais quando atentam contra a própria vida.

O Dr. Freire fez um alerta sobre a inadequação das estruturas preventivas e hospitalares em nossa sociedade. O município não possui em sua rede de saúde, por exemplo, nenhum ambulatório psiquiátrico e os hospitais especializados estão superlotados. “Segundo o Ministério da Saúde, só a instalação de CAPS pelo município pode reduzir em 14% o risco de suicídio na população”, citou o médico. A informação é especialmente relevante porque mais de 95% dos suicidas apresentam algum transtorno psiquiátrico.

Acolhimento e atenção

O professor da FTC e Unifacs, Dr. Vinícius Pedreira Almeida Santos, destacou em sua palestra a importância do acolhimento e da atenção que deve ser dada a todos os possíveis casos de suicídio. Pontuando alguns perfis estudados pela psiquiatria, como os manipuladores e histriônicos, que podem se utilizar do discurso de ameaças contra a própria vida para chamar a atenção ou fazer “chantagens” emocionais, ainda assim, todas as manifestações que envolvam risco precisam ser investigadas.

Segundo o Dr. Vinícius, é muito importante que o potencial suicida tenha um espaço de atenção ao falar de suas dores. “Essas pessoas, em seu sofrimento, precisam ser escutadas, porque o simples fato de falar pode esvaziar a ideia de suicídio e reduzir o risco”. Ele sinalizou a atenção especial que deve ser dada a expressões como: “eu não pedi pra nascer”, “estou podre por dentro” ou ainda “não entendo mais nada na minha vida”. Todas devem acender em nós o “sinal amarelo”, informa o psiquiatra.

Outra informação valiosa trazida ao público foi a relevância do esporte e do teatro, por exemplo, para canalizar frustrações. Quando a pessoa encontra um meio de expressão pode transferir para o campo das ideias ações autodestrutivas que poderia colocar em prática. Nesse sentido, inclusive, existem avaliações de que a utilização de um videogame, desde que sem exageros, pode ser benéfica. Em qualquer circunstância, entretanto o trabalho no sentido do autoconhecimento é fundamental.

 



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